Um galego, peregrino a caminho de Santiago, foi acusado de roubo em Barcelos e condenado à forca. Pediu para falar com o juiz, que jantava galo assado. Apontou para o prato: ‘Se eu estou inocente, este galo cantará quando me enforcarem.’
À hora da execução, o galo levantou-se da travessa e cantou. O juiz correu, o peregrino estava salvo — a corda escorregara. O galo de Barcelos, hoje em barro pintado, guarda a memória da justiça e da fé.
Fotografia: Halley Oliveira · CC BY-SA 2.0. Enquadramento adaptado ao formato da página.